AsBEA 2016

Menções Obras

Edifícios e conjuntos residenciais

Basiches Arquitetos Associados: Unitt Urban Living, São Paulo - SP
Uma solicitação incomum da construtora - um edifício com todos os apartamentos dúplex e com impacto visual -, trouxe à tona o projeto deste residencial com duas unidades tipo de 109 metros quadrados em cada pavimento, com duas suítes e todas as aberturas dos cômodos voltadas para o terraço. Uma unidade menor, de 39 metros quadrados e uma suíte, foi projetada entre as duas unidades maiores, “separando- as” e trazendo uma volumetria externa diferenciada para a torre, que mudou o skyline da região. Estas unidades menores, em conjunto com mirantes de acesso e outros apartamentos com metragem maior - a junção de duas unidades de 109 e 39 metros quadrados -, criam um jogo de cheios e vazios e um ritmo único para a edificação.

Edifícios comerciais

Königsberger Vannucchi Arquitetos Associados: Paulista Tower, São Paulo - SP
Um prisma de vidro sustentado por um volume sólido foi a proposta formal deste edifício comercial na avenida Paulista. O terreno apresenta condicionantes que definiram algumas soluções conceituais da obra. Possui estreita testada para a via pública mas, profundo, foi aproveitado pelos autores para realçar a lateral com as sacadas, dispostas em lâminas paralelas, adjacentes ao conjunto, que caracterizam a empena como fachada. Sua implantação ao lado da Casa das Rosas, importante edificação tombada pelo Condephaat, garantiu que toda fachada lateral seja mantida em constante interação com o jardim e o eixo da avenida. A composição das placas metálicas que compõem a fachada, em diferentes tons, remete à alguns marcos icônicos da região, como o edifício Paulicéia.

Edifícios comerciais

Marchetti + Bonetti Arquitetos:  Mercadoteca, Curitiba - PR
A pesquisa feita pelos próprios arquitetos do escritório resultou na ideia de criar um mercado de bairro focado em gastronomia e outros serviços, como floricultura. A inspiração veio de projetos similares implantados em outros países, considerando a revitalização de estruturas preexistentes. Com três mil metros quadrados, o projeto partiu de um pavilhão, aonde foram criados diversos boxes. Estes foram desenhados para transmitir praticidade, conforto e organização aos clientes, além de ordenar os limites de ocupação de cada atividade. Entre a estrutura metálica existente e um anexo com serviços de apoio, foi criada uma grande praça, com lounges e mesas, enquanto no entornos, os jardins são tratados como extensão dos boxes.

Edifícios institucionais

aflalo/gasperini arquitetos: St. Nicholas School, Santana de Parnaíba - SP
Uma escola horizontal e de natureza contemplativa, mantendo relação entre os espaços abertos e os edificados, foi a proposta para esta unidade da St. Nicholas School, em Santana do Parnaíba, na grande São Paulo. A construção abriga espaços coletivos articulados, com isolamento parcial entre os três diferentes níveis escolares que compõem o estabelecimento. As salas de aula são assim agrupadas e dispostas em torno de pátios, cada um com características peculiares, como dimensões, paisagismo e tipos de equipamentos, criando identidade para cada ciclo sequencial de ensino no local. Um eixo gera conectividade entre todos os espaços, incluindo os de uso coletivo, como o complexo de artes e os de convívio, no meio do grande jardim que separa os blocos de salas.

Edifícios institucionais

Triptyque Architecture: Red Bull Station, São Paulo - SP
Uma antiga estação de energia construída na década de 1920 na capital paulista foi inteiramente reformada e requalificada para dar lugar a este espaço cultural, preservando a essência histórica da edificação. O edifício tombado de cinco andares abriga uma sala monumental para exposições, performances e shows, uma ampla estrutura de concreto armado para receber estúdios de gravação de música e cafeteria, além da reutilização dos espaços onde originalmente funcionavam os transformadores de energia, desativados em 2004, para instalação de ateliês individuais de artistas residentes. Na cobertura, flutua uma marquise de metal que cobre parcialmente o terraço. Esta “folha” metálica recolhe água da chuva, reativando antigo sistema de refrigeração do prédio.

Edifícios institucionais

Perkins + Will: Instituto Dona Ana Rosa, São Paulo - SP
Um cubo amarelo acoplado - porém sobressaído - a uma extremidade de uma base horizontal acinzentada é a volumetria proposta pelos autores para esta entidade de promoção social que atende gratuitamente crianças e jovens de baixa renda e alta vulnerabilidade social, oferecendo-lhes contraturno escolar e oportunidades de formação profissional. Esta volumetria bipartida responde à vontade do cliente de criar espaços flexíveis, com funções distintas: artes, exposições e eventos, e trabalho. Edificada em steelframe, aproveitando e ampliando a fundação existente, a obra se organiza em dois espaços em nível, conectados pela galeria de circulação e entremeados por aberturas generosas, criando verdadeiros pátios que acompanham os jardins e vegetações do terreno.

Residências

Arquitetura Nacional: Casa Enseada, Xangri-lá - RS
Uma jovem família que desejava uma casa de praia, com espaços abertos que se permeassem entre volumes, foi o partido deste projeto na cidade litorânea gaúcha, que teve como premissa garantir o descanso e a integração familiar dos proprietários. A obra possui área construída de 317 metros quadrados e abre mão da existência de muros, aproveitando ao máximo a paisagem e a presença de um lago próximo. Os dois volumes, um em madeira e outro em concreto - conectados por uma escada -, encontram- se empilhados de forma deslocada, criando dois balanços estruturais. Brises em mármore trazem uniformidade ao volume superior de concreto, enquanto o revestimento externo principal da base são brises de madeira, que funcionam como esquadrias camarão e ajudam no controle de iluminação.

Residências

FGMF Arquitetos: Casa Mirante, Aldeia da Serra - SP
Uma estrutura metálica que vence vãos transversais variáveis é o item organizador do espaço desta casa na grande São Paulo. O terreno em declive determinou a lógica de concepção da obra, implantada em extenso lote com largura ligeiramente variável e uma linda vista ao norte, composta por um lago artificial. O desejo de criar espaços sociais voltados para o lago, ao mesmo tempo em que existia a necessidade de se evitar ao máximo a sensação de estrangulamento causada pelos vizinhos, fizeram com que os arquitetos locassem a residência na porção central do lote, com a criação de pátios semi- internos que ventilam e iluminam a casa, e proporcionam maior relação com a natureza. Lajes recortadas apoiadas sobre a estrutura trazem uma concepção quase orgânica, dando espacialidade à edificação.

Residências

Mareines + Patalano Arquitetura: Casa Pinhão, Campos do Jordão - SP
Para cumprir o desafio de fugir da arquitetura tradicional da região, marcada por chalés e estilo alpino, os autores pesquisaram o local e naturalmente trouxeram a forma escultural dos pinhões que se soltam das pinhas das araucárias, árvores típicas do local. O projeto aerodinâmico do volume propicia ventilação natural, mas por ser um local de clima frio foi necessário utilizar alguns isolamentos térmicos, além da opção por materiais que proporcionam acolhimento aos moradores, como madeira e pedra, para aquecer, e vidros, para integrar com a paisagem e trazer luz natural. A casa foi construída em estrutura metálica, fundamental para os vãos e para manutenção dos grandes balanços, um deles de quase dez metros, nas partes frontal e posterior da casa.

Edifícios de serviços

Arquitetura Gui Mattos: Edifício Une, São Paulo - SP
Geometria simples e concisa em lote profundo e regular, foi o partido para essa edificação que traz o conceito de loft para os ambientes de trabalho, contribuindo com o clima descontraído do bairro, a Vila Madalena, na capital paulista. A meta era a união das pessoas, com amplas áreas de convívio e mais de mil metros quadrados de praça aberta para a rua. Elevada sobre pilotis, a grande massa é perfurada de forma irregular, criando um átrio que articula toda circulação e permite uma segunda fonte de iluminação e ventilação para as unidades. As salas contam com pé-direito duplo, voltadas tanto ao nascente como ao poente, e recuadas em relação ao alinhamento da fachada, garantindo maior proteção da incidência solar e possibilitando a criação de gradis horizontais ajardinados.

Arquitetura corporativa e interiores

Olivo Gomes Arquitetos Associados: Burson Marsteller, São Paulo - SP
Um antigo cliente, cujo espaço de trabalho já havia sido projetado pelo escritório Olivo Gomes Arquitetos Associados, solicitou o projeto de um novo local, que permitisse maior liberdade aos seus ocupantes e dinamismo na escolha dos espaços para trabalho, descanso, lazer ou reuniões. A premissa era atualizar a dinâmica do antigo escritório trazendo mais frescor e consequente maior produtividade e criatividade à agência de comunicação, marketing e relações públicas. O leiaute do espaço, uma grande área de estações de trabalho com salas de reuniões em caixas de vidro suspensas, permite aos funcionários escolher entre trabalhar em uma estação tradicional, uma poltrona de um dos lounges, ou ainda no terraço e na sala de criação.

Arquitetura corporativa e interiores

Ivan Rezende Arquitetura: Restaurante Soho, Rio de Janeiro - RJ
O restaurante Soho desembarcou na Marina da Glória, na capital fluminense, em projeto de Ivan Rezende. Com 490 metros quadrados, distribuídos para 183 lugares e adega climatizada para mais de mil rótulos de vinhos, a edificação está voltada para as águas da Baía de Guanabara com vista para o skyline do centro. Por esse motivo, o projeto foi desenvolvido para tornar todo o plano da fachada transparente, de modo a permitir que todos os clientes tivessem a possibilidade de usufruir da vista do entorno. Desta forma, foram constituídas caixas que alternam, em sua construção, planos ortogonais em madeira (que ora se faz forro e ora se faz parede), aço cortén (para marcação dos espaços), e concreto, que percorre toda a fachada e imprime ritmo e continuidade à construção.

Projetos especiais

JBMC Arquitetura e Urbanismo: Estação Uruguai do Metrô, Rio de Janeiro - RJ
Treliças metálicas e vidros compõem as leves caixas que servem de acesso à esta estação do metrô carioca - em espaço onde antes funcionava uma antiga garagem de trens da companhia -, local que inicialmente não comportava as necessidades de um equipamento desse tipo, com pés direitos reduzidos e vãos estruturais limitados. Estes materiais evidenciam a arquitetura, mas foi o domínio técnico do programa que permitiu aos autores o desenho de 23 pilares metálicos em formato de árvores - em substituição aos 138 pilares pré-existentes -, para sustentação de parte da cobertura da plataforma, viabilizando o embarque e desembarque de passageiros. As caixas transparentes da estação quase se dissipam na paisagem, uma área urbanisticamente consolidada no bairro da Tijuca.

Texto de | Publicada originalmente em Projeto Design na Edição 434
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