Artigo: Marcelo Barbosa

Do público ao privado

A habitação coletiva na obra de Franz Heep

Em 2002, comemora-se o centenário de nascimento de Adolf Franz Heep, autor de projetos memoráveis - como o edifício Itália e a igreja São Domingos, ambos em São Paulo.

Após trabalhar em Frankfurt, Alemanha, e em Paris, Heep criou - à margem do brutalismo paulista, que via a arquitetura como instrumento de transformação social - edifícios de habitação coletiva, em São Paulo, que ajudaram a consolidar o mercado imobiliário local.

Esses projetos - de arquitetura padrão, na concepção bauhausiana - extremamente detalhados, com ênfase no sistema construtivo, expressam uma tentativa de industrialização. E, sem questionar o espaço urbano como organismo em transformação, partem do pressuposto da cidade pronta, impermeável às discussões dos conflitos da sociedade capitalista.

A 2ª Guerra Mundial ocasionou a imigração para São Paulo de racionalistas europeus que contribuíram na implantação da arquitetura moderna na cidade. O austríaco Bernard Rudofsky, os poloneses Lukjan Korngold e Victor Reif, os italianos Giancarlo Palanti, Lina Bo Bardi e Daniele Calabi, entre outros, foram atraídos pela vanguarda arquitetônica em formação no Brasil. Assim chega também o alemão Adolf Franz Heep.

Nascido em Fachbach, no dia 24 de julho de 1902, Heep estudou arquitetura na Escola de Artes e Ofícios de Frankfurt, onde foi aluno de, entre outros, Adolf Meyer (1881-1929). Nessa instituição, Heep assimilou o princípio do projeto voltado à prática, valendo-se da renovação da formação artística na Alemanha, onde várias escolas, incluindo a Bauhaus, transformaram-se em portadoras da reforma do ensino de arte.

Entre 1926 e 1928, Heep trabalhou com Meyer no Departamento Municipal de Construções de Frankfurt. Nessa época, surgiram grandes assentamentos de moradias na Alemanha, dos quais muitos utilizavam métodos de construção industrializada, com o uso de paredes em painéis pré-fabricados e caixilharias padronizadas (Ernst May em Frankfurt, por exemplo).

Em 1928, Heep transferiu-se para Paris. Lá estudou na École Spéciale d’Architecture, instituição independente da Beaux-Arts, onde lecionava Robert Mallet-Stevens (1886-1945). Trabalhou por curto período com André Lurçat (1894-1970), por meio do qual conheceu Le Corbusier (1889-1965), com quem colaborou de 1928 a 1932. Auxiliou nas obras do mestre franco-suíço, por conhecer o trabalho de canteiro, e foi fortemente influenciado pelo pensamento corbusieriano.

Em 1932, Heep foi convidado a ser sócio do polonês Jean Ginsberg (1905-1983), que possui trajetória similar à sua. Nascido em Czestochowa, ele emigrou para Paris em 1924; estudou na mesma escola que Heep e também trabalhou com Lurçat e Le Corbusier. Em 1930, Ginsberg montou escritório com outro contemporâneo da École Spéciale, o russo Berthold Lubetkin (1901-1990), até este mudar-se para Londres.

A influência dos franceses - em especial Mallet-Stevens, Auguste Perret (1874-1954) e Le Corbusier - sobre Heep e Ginsberg formou a base da práxis do escritório. Na obra da dupla, destacam-se três edifícios de apartamentos, localizados no luxuoso 16º arrondissement, distrito de Paris. O primeiro edifício (1933-34) está localizado em lote de esquina na avenida de Versailles.

O projeto utilizou a rotonda não como mero artifício para vencer a esquina, mas como elemento articulador de dois volumes contrastantes da edificação. O primeiro, voltado para rua secundária, é maciço e fechado. O outro, na via principal, é leve e vazado com balcões que, encaixados, reforçam a hierarquia das ruas e o ângulo da esquina.

Essa edificação possui ainda diversas soluções tecnológicas que, depois, foram incorporadas definitivamente nos imóveis de habitação. Entre elas estão a utilização de paredes divisórias com armários nos dormitórios; a criação de “paredes molhadas” entre o banheiro e a cozinha, agrupando as tubulações em dutos verticais; a existência do segundo elevador; e o embutimento de tubulações elétricas na estrutura e lajes de concreto.

O segundo edifício (1934-35) está situado na avenida Vion-Whitcomb e apresenta semelhança com o prédio da rua Nungesser et Coli, projetado, em 1932, por Le Corbusier e Pierre Jeanneret.

No edifício de Heep e Ginsberg, o pavimento-tipo é composto de dois apartamentos, com todas as inovações tecnológicas e funcionais do edifício da avenida de Versailles. A definição dos elevadores como principal forma de circulação vertical foi uma das evoluções desse projeto em relação ao anterior.

A escada, que até então tinha tratamento diferenciado como entrada principal da edificação, deu lugar a dois elevadores sociais, separados do acesso de serviço, feito por escadas.

O terceiro (1935) e último edifício da série está situado na rua de Pâtures. A fachada é composta por terraços e, pela primeira vez na obra dos autores, a plástica externa se submeteu à ordem da planta.

O sucesso e a expansão do escritório se explicam em parte pelo profissionalismo e pelo método de trabalho dos projetos e sua construção. Os dois arquitetos possuíam formação cultural característica da Europa central, pautada na racionalização do vocabulário formal, que contrastava com a cultura arquitetônica francesa, dominada pelo ensino anacrônico da Beaux-Arts.

Desde o início, o escritório tinha um engenheiro, Maurice Breton, encarregado de resolver os problemas relativos às obras e cujo desempenho no canteiro garantia o controle dos custos, a qualidade de execução e o aprimoramento das técnicas construtivas, que definiram as bases do que poderia ser um ideal de prédio bem-acabado e durável.
A resposta operacional para esse diferencial foi o detalhe, entendido não somente como sublimação da idéia de coisa bem-feita, mas como parte do processo de projetar e construir, formal e funcionalmente - motivo pelo qual as obras da década de 1930 estão em bom estado e são muito valorizadas. Essa experiência foi utilizada por Heep em suas obras com construtoras no boom do mercado imobiliário em São Paulo.
Seriam culturais as causas dessa dificuldade que o design tem tido de se colocar, em nosso país, na plenitude de suas possibilidades expressivas e técnicas? Seriam econômicas? Tecnológicas? Talvez caiba a tentativa de identificar as razões mais evidentes dessa resistência, na esperança de que, tocando o problema, se possam encaminhar algumas possibilidades para sua compreensão.

Qualquer esforço mais sistemático para penetrar a ordem em que está disposta a sociedade brasileira passa, necessariamente, pela constatação de que essa ordem é traçada pelo punho do privilégio, em detrimento dos direitos elementares da maioria dos cidadãos.

É, portanto, partindo dessa solidariedade cruel que tem se mantido intocada há cinco séculos e que, num desenho novo e mais dramático, cinde o país brutalmente em dois universos estanques, o universo das elites e o universo das camadas populares, que aventamos as hipóteses que se seguem.

DOIS PROGRAMAS RESIDENCIAIS
Em 1947, Heep chegou a São Paulo, metrópole emergente, onde o crescimento e a modernização constituíram importantes atrativos à imigração. Na capital paulista, ele encontrou a chance de contribuir e de usufruir dos atributos do crescimento da cidade, trabalhando em um dos maiores escritórios de projeto paulistanos na época - liderado pelo francês, radicado no Brasil, Jacques Pilon (1905-1962) - e configurando alterações profundas na linguagem ali adotada.

O primeiro edifício do escritório de Pilon de que Heep tomou parte foi a sede do jornal O Estado de S. Paulo (hoje Diário de S. Paulo), fazendo alterações significativas no projeto existente, que datava de 1946 e era em estilo art decô. O trabalho é pioneiro na utilização, em edifício paulistano de vulto, do brise-soleil.

Esse é um dos vários recursos que Heep usará nos anos seguintes para dar modulação, movimento, escala e ritmo uniforme à fachada. Ele utilizou brises em outros prédios desenvolvidos para Pilon: no Vicente Filizola (1952) e no R. Monteiro (1950), ambos em São Paulo, e na Casa da França (1950), no Rio de Janeiro, trazendo a identidade moderna aos projetos elaborados pelo escritório.

Também são desse período o projeto do Banco Noroeste (1947-49), na rua Álvares Penteado - onde Heep introduziu a duplicação do piso térreo dos bancos pelo uso de meios planos em relação à calçada -, e os prédios residenciais Davina Lara Nogueira (1944-49) e Tinguá (1946-49), muito influenciados pelo trabalho que desenvolvera em Paris.

Já nos edifícios residenciais cariocas Chopin, Prelúdio e Ballada (1951), Heep utiliza grandes caixilhos na fachada, típicos de prédios de escritórios.

Em 1950, Heep deixou o escritório de Pilon e, após trabalhar com Henrique Mindlin, abriu estúdio próprio, em 1952. Atuou então quase que exclusivamente com o mercado paulistano de incorporações voltado para apartamentos residenciais, em dois programas bastante distintos: confortáveis apartamentos situados sobretudo em Higienópolis; e, mais populares, edifícios com pequenas unidades no centro da cidade, as quitinetes.

Nesse período, São Paulo viveu um boom imobiliário, com a substituição dos prédios construídos para gerar investimento e renda - bancados pela economia cafeeira, por comerciantes e industriais - pelas incorporações de condomínios, com a necessidade da comercialização dos apartamentos e escritórios, o que causou alteração profunda nos investimentos imobiliários.

A concorrência era acirrada e expunha deficiências no método construtivo e de produção. A atuação de Heep foi fundamental para o sucesso dos empreendimentos de que participou, graças ao método de trabalho, ao profissionalismo, ao gosto pelo detalhe e à preocupação com o rigor tecnológico no
canteiro de obras.

Em 1952, Heep desenvolveu os primeiros edifícios de quitinetes. Esses projetos possuem alguns elementos recorrentes e constituem a marca registrada do arquiteto: eles criaram uma referência de qualidade para o início do mercado de incorporação.

Entre esses elementos estão: caixilharia com ventilação cruzada nas partes superior e inferior; floreira e lâmina de concreto, geralmente curva, que separa externamente as unidades habitacionais; os terraços, que protegem os apartamentos da insolação excessiva; o apartamento com planta bem-resolvida, que, apesar de diminuta, possuía living-dormitório, armário embutido, banheiro e pequena cozinha.

Esses edifícios apresentavam ainda características similares de planta, geralmente com unidades dispostas lado a lado, com acesso por corredor único e circulação vertical destacada do corpo da edificação. Destacam-se os edifícios Marajó (1952), Normandie, Arapuan, Icaraí e Maracanã (todos de 1953), Araraúnas (1955), Iporanga (1956) e Arlinda (1959).

Heep projetou, nesse mesmo período, uma série de edifícios residenciais, entre eles, Ouro Verde, Ibaté, Ouro Preto, Guaporé, Buriti, Lausanne e as torres gêmeas Lugano - Locarno, com confortáveis unidades.

O edifício Ouro Verde (1952) possui dois apartamentos por andar, com divisão simétrica das unidades pela diagonal. Nesse projeto, a disposição natural de abertura de um dos ambientes é subvertida, colocada junto com as aberturas do outro apartamento, criando a sensação de uma grande face com a mesma unidade (a fachada principal e uma secundária) e gerando uma grande empena cega.

No edifício Ibaté (1953), que ocupa terreno retangular e estreito de esquina, Heep implantou dois blocos geminados, com acessos independentes, que formam volume único, com lojas no térreo e apartamentos nos oito pavimentos.

O edifício Ouro Preto (1954) destaca-se devido à linguagem moderna. Implantado em terreno com dois acessos, possui planta em H, com as unidades voltadas para as vias.

Os dormitórios têm veneziana de correr com lâminas móveis, realçada na alvenaria recoberta com pastilha azul, alternando suas posições, entre os andares pares e ímpares, formando grafismo na fachada. A sala tem uma loggia que se projeta no alinhamento da calçada.

A varanda, que se descola do prédio vizinho por meio de uma veneziana fixa, utiliza solução análoga à do edifício da avenida de Versailles, em Paris.

Já os edifícios Guaporé e Buriti (ambos de 1956) apresentam similaridades no embasamento, fechados com elementos vazados em concreto, funcionando como brise e emoldurando uma janela central. Essa solução assemelha-se à encontrada no Parque Guinle (1948), de Lucio Costa (1902-1998), e no edifício Plavinil-Elclor (1961), de Rino Levi (1901-1965).

O trabalho brasileiro de Heep que mais se aproximou do desenvolvido em Paris foi, talvez, o realizado com os irmãos Helcer, da Construtora Auxiliar. Os principais frutos dessa parceria são o edifício Lausanne e as torres gêmeas Lugano - Locarno, todos projetados em 1958.

O destaque desses projetos, que propuseram uma arquitetura que respondia às necessidades cotidianas e ideológicas da classe média, deve-se ao tratamento dispensado aos ambientes do apartamento, possibilitando alternativas de layout em espaço relativamente modesto; à importância de considerar objetos simples (janelas de áreas comuns e corrimãos, por exemplo) como peças a serem desenhadas e industrializadas; e ao uso de materiais duráveis.

A OBRA MAIS CONHECIDA
Além dos edifícios de habitação coletiva, Heep desenvolveu residências unifamiliares, geralmente para estrangeiros residentes no Brasil. Nesses projetos, ele repetiu elementos do repertório formal de seus edifícios: grandes panos de vidro, painéis de venezianas móveis, elementos vazados, loggia, marquises marcando os acessos, “janela de ônibus”.

São casas introspectivas, fechadas para a rua e voltadas para um jardim interno, funcionalmente corretas e muito bem detalhadas. Há registro de oito projetos executados por Heep, sendo o único que preserva as características originais a residência Heráclito Colli, no Morumbi.

Mas é nos edifícios de escritórios - como o Itália e o São Marcos - que Heep encontra maior possibilidade de compor desafios de implantação, estruturais e de infra-estrutura, devido à dimensão dos projetos, reeditando parâmetros de O Estado de S. Paulo.

O edifício Itália (1953), a obra mais conhecida do arquiteto, foi objeto de concorrência internacional. Promovida pelo Circolo Italiano, a disputa contou também com a participação de, entre outros, Gregori Warchavchik (1896-1972) e Gio Ponti (1891-1979) - cuja proposta, aliás, estabeleceu diretriz para o desenho que o italiano faria para a Torre Pirelli (1956), em Milão, Itália. Localizado em terreno irregular, o edifício Itália possui composição volumétrica tripartite.

A primeira parte, o embasamento, ocupa toda a área do terreno, preservando a escala da rua e seus espaços públicos de circulação como passagem de pedestres entre as avenidas. A segunda é composta por duas edificações menores, com oito pavimentos cada uma, implantadas junto às empenas das edificações vizinhas, servindo de anteparo para a torre, terceira e última parte da composição.

Esta, elegante, com silhueta esguia e proporções perfeitas, possui brises em alumínio emoldurados por grelha. Os dois volumes menores possuem estrutura de concreto aparente na fachada requadrando grandes panos de blocos de vidro, com uma janela central, um tratamento que faz referência direta aos racionalistas europeus, como Pierre Chareau (1883-1950) e sua Maison de Verre (1928).

O edifício São Marcos (1959) foi um dos últimos projetos desenvolvidos por Heep. A edificação tem dois blocos principais: um é voltado para a praça da Sé e o outro para a rua Anchieta, esquina com a rua 15 de Novembro.

O entorno define as visuais da edificação, onde a transparência da caixilharia, neste caso desprovida de brises ou de venezianas, é favorecida, pela face sul, no espaço aberto da praça e, na face norte, protegida pelas edificações à frente, próximas devido à pouca largura da rua Anchieta.

As fachadas apresentam ritmo e cadência, por causa da alternância de um elemento inserido na caixilharia que, internamente, assume a função de armário.

Outro conhecido projeto de Heep é a igreja São Domingos, no bairro de Perdizes, São Paulo. Depois de o projeto vencedor de um concurso, de autoria de Sérgio Bernardes (1919-2002), ser vetado pela Comissão de Arte Sacra da Cúria, os frades dominicanos convidaram Heep para elaborar o desenho da igreja.

Ele baseou-se, então, em outro projeto que havia feito para a igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Jardim Paulistano. Depois de longo processo nos órgãos eclesiásticos, que incluiu vetos e desaprovações, o vigário da paróquia, frei Domingos, recorreu ao arcebispo de São Paulo, que aprovou integralmente o projeto em 1953.

A volumetria da igreja baseia-se no conceito de nave única, na qual um teto em casca de concreto de forma abobadada apóia-se em paredes estruturais em zigue-zague, alternando empenas cegas e vazadas.

As aberturas, voltadas para as faces de maior insolação, projetam luz natural intensa no sentido do altar, o que proporciona sensação de amplitude e leveza ao espaço interno, apesar do volume pesado da edificação. Ao redor da porta de entrada, um enorme caixilho marca o acesso principal, coroado pela abertura em forma de cruz.

O despojamento está presente também no mobiliário da igreja. Os pisos interno e externo são da mesma pedra mineira, propondo sutil integração do espaço público da rua com o semipúblico da igreja.

A torre, singular, com sua forma quadrada de cantos arredondados e superfície vazada em toda a altura por aberturas em forma de losango, destaca-se como ponto focal no espigão de Perdizes.

Heep atuou também no Paraná. Em Curitiba, venceu concurso privado e projetou o edifício Souza Naves (antigo Ipase), de 1953. Desenhou também o importante conjunto residencial Mapi, construído na região de Caiobá, no município de Matinhos-PR, em 1957, com a colaboração do discípulo Elgson Ribeiro Gomes, arquiteto curitibano.

Entre 1958 e 1965, Heep lecionou na cadeira de projeto na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Entre 1965 e 1968, trabalhou como membro do Conselho de Arquitetura da ONU para os países latino-americanos, depois de ter vencido um concurso de habitação.

Nesse período, foi ao Peru para fazer um projeto urbanístico com 1.500 habitações, não construído, no qual propôs sistema construtivo com fôrmas metálicas deslizantes, com paredes e lajes em concreto, baseado num sistema francês de beton banchè.

A forma abobadada das lajes, que reflete na composição das fachadas, lembra as abóbadas catalãs utilizadas por Le Corbusier em vários de seus projetos. Em 1968, Heep projetou uma cidade-satélite em Assunção, capital do Paraguai.

A partir da década de 1960, a evolução do mercado imobiliário no sentido de produzir obras mais comerciais inviabilizou os projetos de Heep. Em 1972, Heep teve problemas de saúde e sofreu um enfarte.

Mudou-se para o Guarujá, onde trabalhou enquanto seu estado de saúde permitiu. Em 1975, foi acometido de arteriosclerose cerebral, doença degenerativa que o levou
a parar de trabalhar.

Em agosto de 1977, o IAB-SP promove uma homenagem emocionada a Heep, orquestrada por seu amigo Salvador Candia (1924-1991). Combalido pela doença e sem poder trabalhar, em 1978 Heep foi levado pela esposa de volta para Paris, onde faleceu em 4 de março do mesmo ano.

*Marcelo Barbosa formou-se em 1984 na FAU-Mackenzie. Desde 1992 é sócio do escritório Barbosa e Corbucci Arquitetos Associados, sendo autor de obras como a sede do Conselho Regional de Contabilidade,de 1992 (PROJETO 192, dezembro de 1995), e uma escola de idiomas (PROJETODESIGN 236, outubro de 1999). Este texto resume a tese de mestrado “A obra de Adolf Franz Heep no Brasil”, defendida por Barbosa em 2002, na FAU-USP

Texto de Marcelo Barbosa*| Publicada originalmente em Projeto Design na Edição 272
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