Projeto de Aleph Zero e Rosenbaum vence o RIBA 2018

O projeto Moradias Estudantis em Formoso do Araguaia, Tocantins, é o vencedor do prêmio internacional concedido a cada dois anos pelo Royal Institute of British Architects (RIBA)


Foto: Leonardo Finotti


O Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou nesta quarta-feira, 21 de novembro, o projeto Moradias Estudantis em Formoso do Araguaia, Tocantins, como o ganhador do prêmio internacional oferecido a cada dois anos a uma edificação que sintetize a excelência do projeto e a ambição arquitetônica, além de gerar um impacto social significativo.

Projetada pelos escritórios brasileiros Aleph Zero e Rosenbaum, a melhor nova edificação de 2018 concorreu com outros três edifícios: Universidade da Europa Central, em Budapeste, por O'Donnell + Tuomey; a Escola de Música Toho Gakuen, Tóquio, por Nikken Sekkei; e a Il Bosco Verticale (Floresta Vertical), Milão, por Boeri Studio.

O júri do Prêmio Internacional RIBA 2018 foi composto pelos arquitetos Elizabeth Diller (DS+R), Kazuyo Sejima (SANAA), Joshua Bolchover (Rural Urban Framework), Gloria Cabral (Gabinete de Arquitectura) e Peter Clegg (Feilden Clegg Bradley Studio).

"O projeto Moradias Estudantis oferece um ambiente excepcional projetado para melhorar a vida e o bem-estar das crianças da escola", disse o presidente do RIBA, Ben Derbyshire. "Isso ilustra o valor imensurável de um bom design educacional", completou.

Financiado pela Fundação Bradesco, o projeto ocupa uma área de implantação de 26 mil metros quadrados, e abriga 540 crianças entre 13 e 18 anos que frequentam a Escola de Canuanã - uma das 40 escolas administradas pela fundação que oferece educação para crianças em comunidades rurais em todo o Brasil.

Para Gustavo Utrabo e Pedro Duschenes, do Aleph Zero, e Marcelo Rosenbaum e Adriana Benguela, do Rosenbaum, o projeto é um exemplo de como a arquitetura pode ser uma ferramenta de transformação social. Eles trabalharam diretamente com as crianças com o objetivo de criar um ambiente no qual elas se sentissem em casa e onde pudessem desenvolver senso de individualidade e pertencimento.

Construídas com recursos e técnicas locais, as Moradias Estudantis combinam uma estética contemporânea com técnicas tradicionais. O edifício vem sendo descrito como “o vernáculo brasileiro reinventado”. Além de sustentável, essa abordagem promove uma construção com fortes ligações com o entorno e à comunidade.

Confira reportagem sobre as Moradias Estudantis publicada na revista PROJETO / Edição 437.

Publicada originalmente em ARCOweb em 21 de Novembro de 2018
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