Cinco conjuntos modernistas são tombados pelo Conpresp

Parte da pauta de tombamento aprovada pelo Conpresp inclui a totalidade de um bairro de São Paulo


Salão de festas do Clube Pinheiros, de Gregori Warchavchik (Foto: Daniel Marenco/Folhapress)

O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) aprovou, em reunião na última segunda-feira, 12 de março, o tombamento de cinco conjuntos de obras paulistanas do século 20.

Na extensa lista, composta por 18 itens, constam como aprovadas três construções do arquiteto Gregori Warchavchik: um conjunto de casas na Mooca; o edifício Mina Klabin Warchavchik, nos Campos Elíseos; e o salão de festas do Esporte Clube Pinheiros.

Além disso, a totalidade do bairro Perdizes também inseriu-se no processo de tombamento após carta do Movimento Perdizes Vivo, que já reivindicava o excesso de demolições na região e sua decorrente descaracterização.

Segundo a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, as decisões sobre as 13 obras remanescentes que integram a pauta serão tomadas em reunião na próxima segunda-feira (19). O prazo encerra-se no próximo dia 22, segundo a Lei de Zoneamento de 2016 - que prevê dois anos para aval, após serem abertos os processos de tombamento.

A expiração do prazo, porém, gera a possibilidade de demolição das obras de acordo com a iniciativa dos proprietários. Segundo a arquiteta Mariana Rolim em entrevista para a Folha de S.Paulo, diretora do Departamento de Patrimônio Histórico, "muita gente está torcendo" para que o órgão não consiga encerrar a pauta.

Preocupados com o futuro da edificações, vinte e oito professores de escolas de arquitetura redigiram uma carta para ressaltar a importância da preservação. Segundo José Lira, professor titular da FAU-USP que idealizou tal carta, o argumento da descaracterização é "absolutamente ultrapassado".

Para defenderem seus ideais, afirmaram as edificações como "(...) marcos fundamentais de orientação dos cidadãos (...), de preservação de uma escala humana na megalópole, de coesão social em torno de um sistema cultural urbano comum (...)". Acreditam que estas outras maneiras de enxergar o patrimônio possam favorecer as manobras a serem realizadas com as edificações e conjuntos históricos.



Publicada originalmente em ARCOweb em 13 de Março de 2018
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