Público contribuirá com conteúdo da 11ª Bienal de Arquitetura

Ao explorar o imaginário de diversas perspectivas sobre a cidade, o evento pretende construir recortes do território a partir de obras plurais

11a Bienal de Arquitetura de São Paulo
A 11ª edição da Bienal de Arquitetura de São Paulo - “Em Projeto” vai se estruturar a partir de uma série de atividades realizadas por grupos atuantes e ações propostas que acontecerão na cidade, articuladas em uma exposição. 

Ao questionar o significado do projeto de arquitetura na cidade, o evento propõe uma atitude experimental enfocando a discussão sobre formas de transformar o meio urbano, por meio da realização do projeto em suas inúmeras frentes de ação.

No site oficial da Bienal e em suas redes sociais, o público em breve poderá consultar o calendário com todas as datas das atividades, que incluem chamadas abertas para a realização de ações e apresentação de trabalhos para a exposição, além de conversas com arquitetos e grupos atuantes em São Paulo.

A 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo abriu a chamada aberta “Imaginário da Cidade”, oferecendo ao público a oportunidade de participar desta edição com trabalhos atuais, mirando possíveis desdobramentos nos formatos e categorias sugeridos no edital.

“Ao explorar o imaginário de diversas perspectivas sobre a cidade, pretendemos agenciar encontros e reconhecer recortes do território a partir de uma obra e convivência plurais”, explica Marcos Rosa, diretor de conteúdo da edição. Segundo ele, o objetivo é articular um mapeamento colaborativo preenchido com ensaios fotográficos, guias da cidade, coreografias, percursos, cartografias, arte urbana, ações experimentais, projeções, entre outros, realizados por iniciativas públicas e privadas e que gerem reconhecimento colaborativo da região metropolitana da cidade.

Não sendo restrito apenas a arquitetos, os interessados em contribuir com o núcleo curatorial do evento terão até 27 de agosto para enviar materiais existentes (sobre práticas existentes ou ações já realizadas) e propostas para a realização de ações – inéditas, em desenvolvimento ou já desenvolvidas.

“Encarada como um processo, a Bienal se propõe a articular o conhecimento existente e sugerir caminhos para a atuação 'Em Projeto', a fim de deixar um legado para a cidade. Tal hipótese reconhece o poder crítico da imaginação e desafia-o a projetar novos cenários. Para tanto, fazemos uma chamada para uma ação orientada para o desenho e projeto guiada por uma atitude crítica, lúdica, inclusiva e humana”, detalha Rosa.

A Bienal anunciou para setembro uma caminhada pela cidade totalizando 100 km, com paradas em instituições, como unidades do Sesc-SP, para rodas de conversa. A atividade inaugura uma programação cultural estendida até o fim deste ano, que incluirá também produção de ensaios fotográficos, cartografias, práticas experimentais, manuais técnicos etc.

Em outubro, a exposição será inaugurada na região central da cidade, envolvendo espaços que conformam um percurso “caminhável” com construções temporárias e sinalizações dentro de um raio de 2 km. A visitação ficará aberta até dezembro.

www.11bienaldearquitetura.org.br

Publicada originalmente em ARCOweb em 09 de Agosto de 2017
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