Edição 103: Desafios de obras não tão comuns

Material resistente e versátil, que se amolda até mesmo às mais inusitadas formas esculturais, o concreto ganhou um novo atributo - o da translucidez. Pesquisas desenvolvidas pelo arquiteto húngaro Áron Losonczi, há pouco mais de quinze anos, resultaram em um tipo de material que deixa passar a luz, trazendo nova qualidade estética ao tão conhecido concreto. 

Em entrevista para FINESTRA, o arquiteto fala sobre seus estudos e produtos atualmente comercializados. Na mesma matéria, mostramos projetos pontuais, existentes em países europeus, e como o processo de fabricação do concreto translúcido vem sendo tratado no Brasil, tanto no ambiente acadêmico como pelas indústrias.

Com fachadas de geometria complexa, o primeiro projeto do escritório Pelli Clarke Pelli Architects no Brasil também faz parte dessa edição. Desenvolvido em parceria com a equipe do escritório aflalo/gasperini arquitetos, o São Paulo Corporate Towers fica na Vila Olímpia e tem desenho em espiral, que cria um tipo de torção nas fachadas, exigindo sistema especial com cerca de trinta novos perfis.

No Rio de Janeiro, ganha destaque o prédio cilíndrico do Hotel Nacional, projetado por Oscar Niemeyer na década de 1970, que reabriu suas portas sob a bandeira da rede espanhola Meliá. O grande desafio, nesse caso, foi criar novos sistemas de fachadas, com vidros de melhor desempenho, porém respeitando as características do projeto original de Niemeyer, conforme contam profissionais que participaram dos projetos e execução da obra.

Texto de | Publicada originalmente em Finestra na Edição 103
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