Mercado

Novo centro comercial em São Luís

Fachadas inclinadas, brises e uma grande marquise envidraçada são elementos arquitetônicos do projeto desenvolvido pelo arquiteto Douglas Piccolo para o edifício do Centro Comercial Mateus, a ser implantado no bairro Calhau, em São Luís, Maranhão. As fachadas seguem volumetria baseada na funcionalidade interna e externa. Segundo o arquiteto, uma nave central abrigará o hipermercado, e em torno deste haverá um centro comercial com 37 unidades destinadas a lojas, praça de alimentação, áreas de eventos culturais e recreação infantil.

Assim, a fachada inclinada, voltada para a avenida dos Holandeses, terá brises estrategicamente colocados para permitir a visualização de quem está no ambiente interno do hipermercado, porém barrando os raios solares e reduzindo a carga térmica refratada. Já na área onde ficam os restaurantes e a praça de alimentação, haverá uma grande marquise e fachadas envidraçadas abrindo as vistas para o exterior.

Painéis isotérmicos e de alumínio composto serão utilizados para a envoltória, tendo, em alguns trechos, as cores vermelho e azul, que caracterizam a comunicação visual do Grupo Mateus - uma das maiores redes regionais do Brasil, com atuação em vários setores da economia. Na área dos restaurantes, a fachada será executada com o sistema spider glass, em estrutura metálica instalada na diagonal.

Com 40.695 metros quadrados de área construída, a edificação será implantada em terreno de 24.169 metros quadrados, tirando partido da topografia existente, extremamente complexa, segundo o arquiteto. São grandes desníveis que exigirão que as fundações se adaptem sem movimentações de terra. A estrutura até o nível do térreo será em concreto, parte pré-fabricado e parte moldado in loco, acima desse nível, e um trecho do entorno será em estrutura metálica, aço e steel deck. Serão três subsolos, térreo, mezanino e laje técnica.

Privilegiar a iluminação natural para reforçar a eficiência energética da edificação, e reduzir seu impacto ambiental, é parte das propostas do projeto arquitetônico que também prevê painéis solares para aquecimento de água e painéis fotovoltaicos para geração de energia elétrica. Também estão planejadas torres de produção de energia eólica, pois a região de São Luís é considerada uma das mais favoráveis para esse tipo de aproveitamento, com ventos médios de 8m/s, conta Douglas Piccolo. Com relação à execução da obra, o projeto propõe o aproveitamento de resíduos na composição dos produtos, ter origem e fabricação próximas ao local - para melhorar a logística e minimizar os impactos de transporte -, e produtos de fácil conservação e limpeza.

O objetivo, segundo Douglas Piccolo, é procurar o melhor equilíbrio da relação microclima e topografia, entre o ambiente natural e o construído, enfatizando a sustentabilidade e o conforto. Também, a utilização do conceito de obra limpa, privilegiando a pré-fabricação e repertório tecnológico de última geração, diminuindo os resíduos e abreviando o prazo de construção. 

Texto de | Publicada originalmente em Finestra na Edição 104
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