27º Opera Prima: #ImagineComVidro

Ceppa Centro de Ensino e Pesquisas Paleontológicas e Arqueológicas

Thaís Denise Zatt (autora), Clarissa Robaina Leite (orientadora) - Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Rio Grande do Sul

O entorno do Centro de Ensino e Pesquisas Paleontológicas e Arqueológicas (Ceppa), proposto por Thaís Denise Zatt em Candelária, município no centro do Rio Grande do Sul, é marcado por cerros e densa vegetação (o terreno fica em área rural próxima e de fácil acesso ao perímetro urbano). Visando integrar os dois volumes da arquitetura à paisagem e proporcionar belas vistas, as fachadas receberam vidros e placas de alumínio. Os vidros basculantes, compostos por delgado brise em tela de aço inoxidável, proporcionam ainda iluminação e ventilação naturais aos ambientes.

Devido à transparência do material, os visitantes podem contemplar, do interior do centro, o aqueduto erguido em meados de 1870, declarado patrimônio histórico do município e tombado e restaurado pela Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan). Ademais, a partir da área externa, é possível ver o reflexo da antiga construção e da paisagem nas faces dos edifícios horizontais.

A presença do aqueduto de 3 metros de altura, 304 metros de comprimento e 79 arcos foi um dos motivos da escolha de Candelária entre as cidades que compõem o Geoparque Paleorrota - área que abriga vários sítios paleontológicos com fósseis datados do período de existência do continente Pangeia, cujo trecho principal estende-se por 380 quilômetros, entre a cidade de Mata e a capital Porto Alegre.

Esse ponto turístico é aberto ao público, porém, por falta de infraestrutura, conta com pouca visitação. Portanto, além de incentivar o turismo por meio do estudo, exploração e difusão da história natural, o projeto visa a valorização do patrimônio histórico.

Segundo memorial da proposta vencedora do #ImagineComVidro, por escolha do júri formado pelos arquitetos Ângelo Arruda, Fausto Nilo, Manoel Dória, Edo Rocha, Aníbal Coutinho, Ruy Ohtake e o engenheiro Igor Alvim, o Ceppa está alinhado a uma residência preexistente, o paisagismo foi traçado conforme o caimento dos arcos do aqueduto e as linhas dos pisos fundem- se à paisagem, ocasionando a continuidade entre natural e edificado. Além disso, “tendo em vista que, atualmente, os visitantes do local se deslocam por cima do aqueduto para chegar até o lago, foi proposto um píer. Dessa forma, a prática é mantida sem degradar a preexistência”, explica o texto. 

PARECER DO JÚRI
Tecnicamente, foi o finalista da categoria especial que mais se dedicou ao detalhamento do vidro, material que está utilizado no projeto de forma coerente com a arquitetura. Alia, com equilíbrio, estética e técnica.


Thaís Denise Zatt, Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Rio Grande do Sul 

CLIQUE AQUI para baixar as pranchas do projeto na íntegra.



Texto de | Publicada originalmente em Projeto Design na Edição 436
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