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Marcio Kogan e Lair Reis: Escola-berçário Primetime

Cores e volumes lúdicos, sem apelar para infantilização

A escola-berçário Primetime adota uma filosofia de ensino que proporciona condições favoráveis ao desenvolvimento do potencial de crianças até três anos. Nesse contexto, a arquitetura assume o papel primordial de estimular os sentidos. A proposta de Marcio Kogan e Lair Reis explora as possibilidades implícitas nesse objetivo e estabelece um dinâmico e colorido jogo de volumes, construídos com diferentes materiais.

Fornecedores
Fichas técnicas
Plantas, cortes e fachadas
A vista lateral evidencia a praça de acesso e o bloco laranja, onde funciona o refeitório
Cores e volumes lúdicos, sem apelar para infantilização
A escola-berçário Primetime adota uma filosofia de ensino que proporciona condições favoráveis ao desenvolvimento do potencial de crianças até três anos. Nesse contexto, a arquitetura assume o papel primordial de estimular os sentidos. A proposta de Marcio Kogan e Lair Reis explora as possibilidades implícitas nesse objetivo e estabelece um dinâmico e colorido jogo de volumes, construídos com diferentes materiais.
A própria cliente estruturou o complexo programa da escola-berçário com capacidade para 75 crianças, localizada no bairro do Morumbi, em São Paulo. Foi um trabalho construído ao longo de anos de estudo e planejamento, período em que, paralelamente, ela adquiriu diversos itens de mobiliário importado, selecionados pelo design e por oferecerem soluções consideradas adequadas e atuais. “Ela sabe exatamente o que quer. Cada detalhe foi exaustivamente discutido e tem o seu porquê”, descreve Marcio Kogan, autor do projeto.
A arquitetura de linhas contemporâneas, com caráter lúdico e sem o apelo fácil da infantilização dos espaços, já era uma das premissas da cliente antes de contratar o projeto. Ficou fácil, então, escapar dos modelos convencionais e propor uma construção baseada na composição de volumes e cores e na mescla de concreto, vidro e policarbonato. O resultado é um conjunto de caixas que interagem e, à primeira vista, fazem o observador supor que se trata de um escritório.
A transparência da fachada sul expõe as áreas internas de circulação. A iluminação noturna valoriza o conjunto
A caixa de policarbonato faz o fechamento da rampa no nível térreo e embute a linha de pilares
Durante a noite, as chapas metálicas perfuradas dão transparência ao conjunto. A luz azul cria atmosfera tranqüila na sala de descanso dos bebês

Para dispor todos os itens do programa no lote de esquina, relativamente pequeno, foi necessário verticalizar a construção. Com três pavimentos interligados por rampas, o bloco principal apresenta fachada sul transparente, expondo a circulação com guarda-corpo de vidro e a grande empena amarela que resguarda os demais espaços. Quase todos os ambientes estão abertos para a face norte, que ganhou a proteção de chapas perfuradas instaladas a 1,20 metro de distância da fachada posterior, criando varandas que possibilitam deixar os vidros abertos sem colocar em risco a segurança das crianças. Vista externamente, essa fachada parece opaca durante o dia e transparente à noite. Voltada para a pequena praça de transição entre o espaço público e o privado, a face frontal destaca-se pelo volume cúbico amarelo, que se projeta do limite da construção e abriga uma pequena sala de reuniões.

No térreo do bloco principal há apenas a rampa com fechamento de policarbonato que embute a linha de pilares. Ela leva ao andar intermediário, reservado para as crianças que já conseguem caminhar, e ao pavimento superior, onde ficam os bebês que ainda não andam. Dois outros blocos foram implantados no nível da rua. O de cor laranja concentra cozinha e refeitório, ambientes também usados em atividades didáticas, enquanto o bloco amarelo destina-se à sala de múltiplo uso com palco, explica Lair Reis, co-autor do projeto.

Vista dos fundos da escola, com pátio coberto e playground gramado
Durante a noite, as chapas metálicas perfuradas dão transparência ao conjunto. A luz azul cria atmosfera tranqüila na sala de descanso dos bebês

Para dispor todos os itens do programa no lote de esquina, relativamente pequeno, foi necessário verticalizar a construção. Com três pavimentos interligados por rampas, o bloco principal apresenta fachada sul transparente, expondo a circulação com guarda-corpo de vidro e a grande empena amarela que resguarda os demais espaços. Quase todos os ambientes estão abertos para a face norte, que ganhou a proteção de chapas perfuradas instaladas a 1,20 metro de distância da fachada posterior, criando varandas que possibilitam deixar os vidros abertos sem colocar em risco a segurança das crianças. Vista externamente, essa fachada parece opaca durante o dia e transparente à noite. Voltada para a pequena praça de transição entre o espaço público e o privado, a face frontal destaca-se pelo volume cúbico amarelo, que se projeta do limite da construção e abriga uma pequena sala de reuniões.

No térreo do bloco principal há apenas a rampa com fechamento de policarbonato que embute a linha de pilares. Ela leva ao andar intermediário, reservado para as crianças que já conseguem caminhar, e ao pavimento superior, onde ficam os bebês que ainda não andam. Dois outros blocos foram implantados no nível da rua. O de cor laranja concentra cozinha e refeitório, ambientes também usados em atividades didáticas, enquanto o bloco amarelo destina-se à sala de múltiplo uso com palco, explica Lair Reis, co-autor do projeto.

Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 335 Janeiro de 2008

Marcio Kogan graduou-se em arquitetura em 1976 pela Universidade Mackenzie. É autor do projeto de diversas residências e do hotel Fasano (com Isay Weinfeld).

Lair Reis formou-se em 2000 pela mesma instituição e manteve escritório próprio até 2004, quando passou a integrar a equipe de Kogan
A área sob a rampa ganhou colchonetes e foi transformada em uma biblioteca, onde as crianças ficam à vontade para manusear os livros
Durante o dia, as chapas metálicas perfuradas dão efeito opaco à fachada posterior, voltada para o norte
Vista da sala de atividades. O mobiliário fixo tem o design dos arquitetos e as peças soltas são importadas. O fechamento de chapas perfuradas permite que os vidros fiquem totalmente abertos sem oferecer riscos às crianças
Vista noturna da rampa
Em contraste com a arquitetura contemporânea, a casinha de bonecas repete o modelo de uma residência no imaginário infantil
Detalhe da secretaria, situada no pavimento superior
Vista do nível intermediário para o piso superior
O piso é aquecido nas áreas onde as crianças brincam no chão. O revestimento é feito com laminado vinílico
A sala de múltiplo uso com palco facilita o exercício da criatividade

Texto de | Publicada originalmente em Projeto Design na Edição 335

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