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Estúdio 6 Arquitetos: Escola FDE, São Paulo

Espaços de uso comum ocupam o topo do edifício

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Plantas, cortes e fachadas
Vista do pátio onde desemboca a ponte de acesso dos alunos
Espaços de uso comum ocupam o topo do edifício
Seu desenho foi contemplado, em 2004, no 6° Prêmio Jovens Arquitetos do IAB/SP e do Museu da Casa Brasileira. Localizado na região de Campo Limpo, periferia da zona sul paulistana, o prédio foi erguido em área remanescente do lote da escola estadual Moacyr de Castro Ferraz.

Os terrenos públicos da capital adequados a esse tipo de edificação são raros, e quando existem têm, em geral, configuração topográfica desfavorável. No caso do Jardim Umuarama, por exemplo, o lote era parcialmente ocupado por um dos blocos da escola existente, removido para dar espaço ao novo prédio. Ali, o platô que os autores consideraram mais adequado à implantação encontra-se em acentuado desnível em relação à rua - os taludes variavam entre 3,5 e 12,5 metros de altura.

Essa condição conduziu os arquitetos à solução adotada. A edificação, de desenho simples, é constituída por volume único de quatro pavimentos. O prédio tem as laterais mais longas marcadas pelas colunas pré-moldadas e pelas grandes janelas que o caracterizam visualmente em seus dois pavimentos inferiores. Os elementos vazados que vedam a lateral da quadra coberta trazem certa graça à plástica do conjunto. No topo, painéis de concreto leve arrematam a composição, prolongando-se da cobertura verticalmente.

A circulação entre os andares é feita nas duas extemidades. A área didática foi acomodada no térreo, onde existem 13 salas de aulas - duas delas são menores e se destinam às classes de reforço. O primeiro piso é ocupado por algumas salas de aulas, salas de informática e de professores, diretoria e almoxarifado, além de funções complementares ao programa escolar. A quadra e seu vazio superior ocupam a maior parte do segundo e do terceiro pavimentos. Neste, agregados à quadra, ficam o refeitório, a cozinha e a despensa. No andar mais alto, o local de recreio divide espaço com a cantina e o grêmio.

Detalhe da lateral do conjunto. As colunas em concreto pré-fabricado estão ligeiramente afastadas da parede das
salas de aulas
Na lateral da quadra, que ocupa os dois pavimentos mais altos da construção, elementos vazados dão graça à despojada plástica da composição
Vista da edificação a partir da escola vizinha; as laterais mais longas têm ritmo marcado pelas colunas em pré-moldado

Para vencer a distância entre a edificação e a via pública em cota mais elevada, os autores recorreram a duas passarelas metálicas. Elas dão acesso ao conjunto em pavimentos de ocupações distintas e de certa forma também o personalizam: pela mais alta, os alunos chegam à escola pela área de recreio; a segunda, mais baixa, leva ao setor administrativo. Segundo os autores, a disposição que coloca os espaços de uso comum nos dois pavimentos superiores inverte a lógica tradicional da organização dos edifícios escolares. O procedimento, justificam, evita a criação de áreas de lazer confinadas e sombreadas no fundo do terreno.


Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 321 Novembro de 2006

Constituído em 2000, o escritório Estúdio 6 Arquitetos é formado por Alexandre Mirandez de Almeida, César Shundi Iwamizu, Marcelo Pontes de Carvalho (os três formados pela FAU/USP em 1999) e Ricardo Bellio (graduado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Belas Artes em 1997)
Painéis de concreto leve prolongam, na vertical, a cobertura e arrematam a plástica do conjunto
Na parte mais alta do terreno, os autores implantaram o acesso de alunos, que se dá por passarela metálica

Texto de | Publicada originalmente em Projeto Design na Edição 321

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