10º Prêmio AsBEA

Menções Obras

Edifícios e Conjuntos Residenciais

Smart Arquitetura e Studio Prudencio 
Lageado 167, Porto Alegre, RS
Foto: Eduardo Berthier

O projeto teve como premissa o desejo de posicionar a edificação como um símbolo da dinâmica urbana e suas inter-relações e expressões. O edifício está situado no bairro Petrópolis, que, além de caracterizado pela acessibilidade e centralidade, abriga diversos comércios e serviços. Na fachada, o destaque é para o dinamismo que surge da justaposição. No interior, esquadrias piso-teto com vidro duplo e grandes vãos funcionam como molduras para a paisagem. O edifício possui diferentes perfis de apartamento. A partir dos perfis iniciais - lofts, studios, gardens e penthouse -, múltiplas combinações e opções de planta são possíveis, pois os espaços foram concebidos sem paredes ou vigas aparentes.

Edifícios Residenciais

Dória Lopes Fiuza Arquitetos Associados
Edifício Solar 907, Curitiba, PR

Foto: Inez Sallum

A preservação da araucária existente no terreno - árvore símbolo do estado do Paraná - foi o que orientou o projeto. Assim, a construção do edifício Solar 907 se deu ao redor da árvore. Sob os desafios das condicionantes, o prédio possui apartamentos com plantas compactas, com a distribuição dos espaços muito clara e objetiva, permitindo aos ambientes sociais e à cozinha o contato direto com a área externa e a fruição da presença constante da araucária. Além disso, toda a área está voltada para a face norte, permitindo uma grande entrada de luz natural. O edifício apresenta uma arquitetura contemporânea, e o uso massivo de vidro possibilita maior integração entre os ambientes construído e o natural.

Edifícios comerciais

Todescan Siciliano
Vila Butantan, São Paulo, SP

Foto: Piero Artuzo

A Vila Butantan é um espaço de convivência a céu aberto, que reúne em seus 4 mil metros quadrados foodtrucks, lojas, serviços e restaurantes. O uso de contêineres como elemento principal e identificador do projeto se justifica pela necessidade de uma construção rápida, duradoura e que usasse poucos materiais. Distribuídos em dois pavimentos e um terraço na cobertura, os contêineres estão integrados por meio de passarelas que, por sua vez, resultam do aproveitamento das plataformas de piso dos mesmos. Como o agrupamento de contêineres ameniza o isolamento do frio ou calor das paredes metálicas, devido à menor superfície exposta, a única área que necessitou de tratamento foram os tetos desses módulos, que ganharam um telhado verde. Outra característica do projeto é a integração dos espaços, que permite diversidade de usos.

Edifícios Comerciais

Cité Arquitetura
Miguel Couto, Rio de Janeiro, RJ

Foto: Estúdio Cria

O edifício comercial resulta do retrofit de sobrados contíguos, de arquitetura típica do fim do século 19 e início do 20. Ao separar a estrutura das fachadas, o projeto ganhou espaço no interior para criar halls de acesso às circulações verticais. A nova estrutura metálica reduziu esforços incidentes nas fachadas históricas, possibilitou a criação de um subsolo e liberou a função estrutural dos baldrames originais. A parte desmontada foi reaproveitada em novas paredes, criando uma textura que remete a materiais do passado. Para as salas comerciais, foi proposto o rebaixo da laje próxima às fachadas, permitindo o acesso às sacadas históricas. A claraboia remete ao estilo de época dos sobrados e interage com o mezanino e vãos de fachada, favorecendo a circulação da luz natural.

Edifícios de Serviço e Uso Misto

Smart Arquitetura e Ideia 1 arquitetura
Artsy Creative Life Work and Shop, Porto Alegre, RS

Foto: Renan Constantin

O Artsy é um empreendimento multiúso - lojas, apartamentos e escritórios. Segundo os autores do projeto, trata-se de uma arquitetura que promove conexão tanto física quanto simbólica, que respeita a cultura, história e as raízes locais, ao mesmo tempo em que se conecta com a rua e o olhar vanguardista do bairro Cidade Baixa. A arquitetura mistura elementos de diversas épocas, sob uma visão contemporânea. Dos anos 1970, marquises, janelas verticais e pórticos moldam o setor residencial. Dos anos 1990 e 2000, a preocupação com o tratamento das fachadas norte e sul por meio de brises metálicos, e superfícies coloridas nas fachadas leste e oeste, tratadas com matizes randômicos dentro de uma paleta de tons quentes. Do olhar para o futuro, tem-se a inspiração minimalista das faixas e floreiras e o desenho orgânico das esquadrias do setor comercial.

Edifícios Comerciais

Hype Studio
Vint Offices, Caxias do Sul, RS

Foto: Marcelo Donadussi

O Vint Offices nasceu do desafio de criar um edifício de escritórios com identidade própria, em um local caracterizado pela tipologia residencial. O plano diretor restringia a área privativa para uso comercial, portanto, para atingir volumetria semelhante à dos vizinhos, foram utilizadas algumas estratégias: as sacadas da frente possibilitam a abertura das esquadrias do piso ao teto, criando sensação de integração com o exterior; nas salas de canto, grandes sacadas nos fundos permitem flexibilidade de uso do espaço. Foram propostas ainda diversas salas com pé-direito duplo, o que também deu singularidade à fachada. No 13º andar, há uma grande praça de uso coletivo, com vista privilegiada e a presença de uma oliveira, que cria uma exceção na fachada, fazendo a transição para os últimos pavimentos construídos em estrutura metálica.

Edifícios Institucionais

MPG Arquitetura
Galeria Lurixs, Rio de Janeiro, RJ

Foto: André Nazareth

Um dos principais desafios do projeto foi acomodar o extenso programa em um terreno pequeno. A solução foi verticalizar a galeria. Um pátio interno divide o prédio em dois, criando uma área de convivência, um prisma de iluminação natural e separando a área expositiva da administrativa. Diferentes pés-direitos atendem às suas funções nos diferentes volumes, que são ligados por circulações vertical e horizontal. A fachada é composta por um embasamento preto, um grande pano branco de 7 metros de altura e por uma marquise vermelha. Esse embasamento faz fundo discreto para as esculturas que são expostas na área externa. Já o pano branco superior é comumente usado como tela de projeção de obras ou de vídeo-instalações. A galeria, localizada em rua de grande fluxo de pedestres, tornou-se, segundo o MPG Arquitetura, um importante ativo para o bairro do Leblon.

Edifícios Industriais 

Paulo Bruna Arquitetos Associados
Goodman, Duque de Caxias,
RJ

Foto: Nelson Kon

O projeto, inserido em um complexo existente, criou novos ambientes e estabeleceu relações entre os edifícios novos e os antigos. O objetivo foi criar espaços agradáveis e funcionais e utilizar a textura natural dos materiais e composições para criar o design elegante. O destaque é uma praça com muito verde e sombreamento, que consegue isolar o usuário dos pátios de carretas e permite um ambiente com a escala do pedestre. A parede que delimita a praça também protege o edifício do refeitório do sol poente. O paisagismo envolveu todos os prédios, permitindo conforto visual e sombreamento em uma região tão próxima da mata e, ao mesmo tempo, árida em sua ocupação industrial. A estrutura metálica recebeu as cores da instituição. O projeto de interiores buscou, por meio da transparência das fachadas, a conexão com os jardins externos.

Arquitetura Corporativa e de Interiores

SuperLimão Studio
Pizzaria Bráz Elettrica, São Paulo,
SP

Foto:Maíra Acayaba

Em um imóvel de esquina com pé-direito alto, o partido arquitetônico imprime uma identidade informal por meio de paredes semidemolidas, mesas comunitárias e infraestrutura aparente. O layout otimiza o fluxo de serviço. Os materiais fazem alusão à condução de eletricidade: o cobre aparece na área do forno; no tampo da finalização dos pratos e entrega, foi usado o mármore verde alpi. A área de lavagem é revestida com pastilhas brancas que consolidam a aparência asséptica. O piso é de concreto lixado com o agregado exposto para suportar o fluxo de pessoas. O tema da eletricidade é enfatizado também pela iluminação (peças e isolantes elétricos de alta tensão em vidro e cerâmica) e pelo guarda-corpo da escada metálica, que remete à estrutura de torres de alta tensão. A arquibancada externa permite diversas configurações e a fachada original foi mantida e pintada em azul e amarelo.

Arquitetura Corporativa e de Interiores

Hype Studio
República 358, Porto Alegre,
RS

Foto: Marcelo Donadussi

A República 358 - sede do Hype Studio, mas que também acolhe um café e outros usos - resulta da reforma de um sobrado de 1917. Suas fachadas, coberturas e esquadrias já haviam sido restauradas pelo proprietário do imóvel. Assim, a nova intervenção focou na instalação de um terceiro nível metálico, na conexão dos três pisos com escadas escultóricas construídas inteiramente em compensado naval e na utilização de transparência para integrar os diferentes usos da casa. A remoção de uma escada metálica existente e a proposição de uma nova em outro local proporcionou melhor aproveitamento do térreo e do segundo andar, além de direcionar o percurso dentro da casa ao visual da vidraça central.

Arquitetura Corporativa e de Interiores

Triptyque
RB12, Rio de Janeiro,
RJ

Foto: Leonardo Finotti

Situado na avenida Rio Branco, o prédio passou por retrofit verde, ou seja, foi adaptado e melhorado para atingir padrão sustentável. O RB12 tem fachada bioclimática composta por vidros em zigue-zague que causam a refração da luz (conceito de energia positiva). É o primeiro edifício comercial do Brasil a usar painéis fotovoltaicos instalados na fachada lateral. Antecipa a mudança da lei que proíbe autoprodução de energia fora de painéis solares e prevê pontos para colocação de células de hidrogênio que transformarão gás de rua em eletricidade. O paisagismo nos terraços participa do controle térmico dos interiores. As soluções arquitetônicas inovadoras e a tecnologia inteligente reduzem o consumo de energia e também trazem economia significativa para os usuários dos 21 andares.

Residências

Arquitetura Nacional
Casa Cláudios, Eldorado do Sul,
RS

Foto: Pedro Kok

A casa está localizada em um condomínio privado, às bordas de uma faixa de reserva ecológica e um rio. Como a área de maior permanência é a social e apenas a partir de 2,5 metros de altura é possível ver a paisagem livremente, a solução foi inverter os usos - área social acima e íntima embaixo. No acesso principal, um hall cria a separação dos espaços. No térreo, há cinco suítes e área de serviço. No segundo andar, fica uma grande área aberta (escritório, sala de estar e jantar interligada com uma cozinha gourmet). As únicas áreas fechadas são a cozinha e o lavabo. No mesmo piso, duas treliças metálicas azuis vencem o vão e criam um balanço de 7 metros na frente da casa, gerando a cobertura da garagem. O térreo tem estrutura de concreto armado, com revestimento de brises em madeira.

Residências

Stemmer Rodrigues Arquitetura
Casa da Figueira, Eldorado,
RS

Foto: Marcelo Donadussi

A fachada foi pensada como proteção contra o vento e descortina, ao fundo, grandes planos abertos com vista para um canal de água. O bloco de concreto transversal sobre paredes curvilíneas acolhe os dormitórios. No andar inferior, um volume longitudinal em aço corten e vidro projeta a área social em direção à água. Sobre essa área, o solário integra-se aos quartos. Em contraste com a racionalidade da volumetria, a leveza do vão livre no nível do pedestre permite a contemplação da vista desde a rua. A composição da fachada é uma sintonia de contrastes entre a rigidez do concreto, a figueira que dá nome à casa e a rocha que simula o apoio do volume. Sobre o bloco principal, um deque reservado se prolonga até a pérgula em aço corten, ampliando o espaço da área íntima da família com um privilegiado espaço para tomar sol ou apreciar a natureza.

Residências 


Drucker Arquitetura
Casa M Jardins, São Paulo,
SP

Foto: Ruben Otero

Na residência de concreto aparente, o pátio central permite aos moradores o contato direto com o exterior e sua grande massa arbórea, envolvido que está por extensas aberturas envidraçadas. Também a fachada frontal é vedada com portas pivotantes de vidro. Internamente, contrastam a rigidez das paredes de concreto aparente e a leveza das esquadrias em grandes panos de vidro, que se abrem completamente para o pátio com jardim vertical e para as enormes árvores existentes na rua e entorno. A casa permite o reúso de águas pluviais e conta com captação de energia solar, ventilação cruzada, janelas com tratamento térmico, isolamento térmico de poliestireno na cobertura, controle digital de iluminação e madeira reciclada.

Texto de | Publicada originalmente em Projeto Design na Edição 446
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