Novo projeto: Centro Cultural Coreano, em São Paulo

Em parceria, os escritórios Padovani Arquitetos e Oliveira Cotta Arquitetura venceram o concurso para a sede do Centro Cultural Coreano do Brasil, na Avenida Paulista


Vista da entrada da futura sede do Centro Cultural Coreano do Brasil.  
Trabalhando juntos, os escritórios Oliveira Cotta Arquitetura e Padovani Arquitetos conquistaram o primeiro lugar no concurso fechado para a escolha do melhor projeto para a sede do Centro Cultural Coreano no Brasil. As obras devem começar em breve e têm conclusão prevista para maio de 2019.

Localizado em um prédio existente na Avenida Paulista, endereço de inúmeros espaços culturais de São Paulo, o Centro promete incrementar a oferta de equipamentos do tipo na região. A obra prevê a adaptação de parte do edifício dos anos 70, num total de 900 metros quadrados distribuídos em três pavimentos - para assim passar a receber atividades culturais e educacionais.

Para Lucas Padovani, responsável pelo escritório Padovani Arquitetos, as definições essenciais do partido se deram após pesquisa aprofundada da Cultura Coreana e das necessidades primordiais das atividades do Centro Cultural no Brasil. “O lugar foi concebido para ser um espaço onde o brasileiro possa vivenciar a cultura coreana”, explica Rosa Cotta, sócia da Oliveira Cotta e co-autora do projeto.

O projeto faz uma releitura de elementos presentes nas moradias do tipo Hanok - construções tradicionais coreanas -, dotadas de pilares e caibros aparentes, muxarabis e pátios internos.

Em referência às técnicas vernaculares, o espaço receberá pórticos de madeira laminada, pensados para estabelecer uma relação marcante com a rua e valorizar o pé-direito duplo.
“Sequenciais, eles permitem uma perspectiva interessantes de quem olha o interior a partir da Avenida Paulista", continua Lucas Padovani. "Ao mesmo tempo em que destacam e organizam áreas de exposições de quadros e esculturas, reforçam os efeitos de iluminação indireta criados a partir dessas repetições", acrescenta.

"Já o pavimento superior será todo permeado por um forro de madeira ripada que marca o espaço aberto da biblioteca, com seu extenso móvel minimalista para apoio dos livros e áreas de estudo", detalha.

No térreo, ficará a recepção e um espaço multiúso para mostras, apresentações musicais, aulas de instrumentos e de artes marciais. O palco com rodízios ampliará as possibilidades de uso do salão. Nos andares superiores, salas de aula para estudos sobre a língua e cultura coreana, além de biblioteca com literatura do país.

“O projeto buscou aproveitar alguns elementos interessantes que já constavam do prédio de linguagem modernista construído na década de 70”, acrescenta João Oliveira, sócio do Oliveira Cotta Arquitetura. “Um exemplo disso é a grande varanda de pé-direito duplo na área frontal do edifício, que passará a ser utilizada como hall de entrada. A transparência dos elementos da sua envoltória deve criar uma conexão com a área externa, convidando o público a entrar e conhecer o espaço”, ressalta.



Publicada originalmente em ARCOweb em 25 de Fevereiro de 2019
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