Luz, cor e vegetação dão o tom a espaço de coworking europeu

A rede europeia de escritórios corporativos Second Home oferece infraestrutura e bem-estar com personalidade


(Foto: Iwan Baan)

Com duas unidades em Londres e uma em Lisboa, a Second Home – uma comunidade de espaços corporativos compartilhados – possui a mais recente sede instalada também na capital inglesa, mas agora à oeste da cidade, no bairro residencial Holland Park. Trata-se de prédio que abrigava, em 1960, o estúdio do fotógrafo de moda John Cowan e, em 1980, o escritório de Richard Rogers, arquiteto ítalo-britânico.

Sem deixar de respeitar as características originais do edifício – como as passarelas projetadas por Rogers e a escada desenhada por David Chipperfield –, o escritório de arquitetura espanhol SelgasCano, autor do projeto, encontrou aproximadamente 1.000 metros quadrados para trabalhar novas possibilidades a partir de concepções modernas e inusitadas.

O programa conta com áreas de trabalho para equipes de até oito pessoas e uma pequena livraria. No último andar, o mezanino foi ampliado e o estúdio de fotografia, que passou  por restauro, foi mantido. 

Os espaços da nova sede foram contemplados com luz natural oriunda das claraboias de vidro que, além de proporcionarem maior contato com o ambiente externo, possibilitam a existência de espécies vegetais internas tanto em canteiros quanto pontuadas pela extensão do térreo. Ao todo, são 35 árvores que configuram um microclima agradável e dão oportunidade aos usuários de trabalharem sob copas.

O escritório responsável também uniu-se ao engenheiro ambiental Adam Ritchie, a fim de elaborarem juntos a solução para controle de insolação no interior do pátio principal. Para tanto, a cobertura recebeu uma dupla camada de vidro, por entre as quais são produzidas bolhas de sabão quando acionado um mecanismo: “Demora 20 minutos para preencher todo o espaço e o efeito pode durar um dia inteiro”, diz José Selgas, sócio do escritório SelgasCano.

As cores vibrantes também são responsáveis por alegrar a atmosfera do lugar e inserem-se em mobiliário, paredes, pisos, estruturas e objetos de decoração. Com muita personalidade, os ambientes são conformados por linhas curvas e alternam-se em elementos sólidos e translúcidos, proporcionando uma circulação orgânica, sem prejudicar a racionalidade.

Publicada originalmente em ARCOweb em 06 de Fevereiro de 2018
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