Inaugurada no Brás sede da SP Escola de Teatro

Faccio Arquitetura é autor do projeto que incluiu a inserção de auditório na parte posterior da construção

Assim como Ramos de Azevedo – que provavelmente tenha sido o mais ativo arquiteto da época – Manuel Sabater, que trabalhou com Azevedo e foi funcionário do Departamento de Obras Públicas do Estado de São Paulo, projetou, no início século passado, alguns edifícios escolares para atender aos chamados cursos normais. Um desses conjuntos, que fica na avenida Rangel Pestana, 2401, no Brás, bairro da zona leste de São Paulo, próximo da região central, foi oficialmente reinaugurado no início de julho, voltando a ser sede de uma escola.

Tombado pelo Condephaat e pelo Conpresp, órgãos de preservação do patrimônio histórico estadual e municipal, respectivamente, o edifício (que foi projetado em 2011 e inaugurado em 1913) passou por reforma, restauro e requalificação que duraram dois anos e tornou-se sede da SP Escola de Teatro - a escola tem outra unidade na praça Roosevelt, na região central. De acordo com o governo do estado, responsável pelo processo de recuperação do conjunto (que por uma década esteve ocupado pela Oficina Cultural Amácio Mazaroppi), as obras custaram 5,4 milhões de reais.

O projeto de recuperação é de autoria do escritório paulistano Faccio Arquitetura. Titular do estúdio, o arquiteto Paulo Faccio conta que, além do edifício paulistano (que chamava-se Escola Normal do Brás e depois passou a ser Escola Estadual Padre Anchieta) Sabater projetou outro edifício escolar em Santos, no litoral de São Paulo, que possuía planta idêntica, porém com tratamento arquitetônico distinto. Em 2013, quando o projeto da recuperação do edifício do Brás foi contratado, além da SP Escola de Teatro, outras entidades dividiam o espaço da oficina cultural – entre elas o Projeto Guri.

As atuais obras envolveram reparos das infiltrações nas paredes, restauro das esquadrias, substituição de vidros e da pintura, reforma do piso e do forro e readequação do sistema de combate a incêndio. O prédio foi também adequado às normas de acessibilidade – os acessos principais, demarcados por marquises metálicas, foram remanejados para a lateral – e houve a instalação de elevadores. O conjunto também ganhou um auditório – semienterrado e que não encosta no prédio histórico, destaca Faccio – capaz de receber 148 espectadores, inserido na parte posterior da construção.

Embora a inauguração oficial tenha ocorrido no início de julho, a SP Escola de Teatro vinha realizando atividades no local desde fevereiro desse ano. No entanto, mesmo com a inauguração oficial, o auditório ainda não conta com cadeiras, cortinas e iluminação cênica.

Publicada originalmente em ARCOweb em 13 de Julho de 2017
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