Elizabeth de Portzamparc vence concurso internacional em Taiwan

O projeto pensado como um bairro vertical será a maior torre urbana de Taichung, em Taiwan

Projeto da torre Taichung Intelligence Operation Center (Imagem: Divulgação / Elizabeth de Portzamparc)


O projeto da arquiteta franco-brasileira Elizabeth de Portzamparc para Taichung, em Taiwan, será a primeira torre urbana de quarta geração - ou seja, que funciona como uma extensão da cidade - pensada como um grande bairro vertical interconectado. 

A Taichung Intelligence Operation Center venceu um concurso internacional de arquitetura organizado pela cidade este ano. O arquiteto taiwanês Ricky Liu se juntará a Elizabeth de Portzamparc no desenvolvimento do projeto de quase 70 mil metros quadrados de área construída.  

A ideia é que o edifício de 262 metros de altura (o maior da cidade) integre todas as conexões urbanas e espaciais que se encontram no nível do solo, levando-os para seu interior.

A proposta ofecerá uma série de equipamentos abertos ao público: um teatro e um auditório que se abrem em um pátio, galerias no nível térreo e sobre as passarelas de acesso e um restaurante no alto da torre, reforçando sua dimensão urbana.

A maior qualidade do projeto, segundo memorial, está em sua integração com o entorno e a relação com a cidade. "A torre não é mais uma interrupção da urbanidade, ela se torna sua extensão. Esse aspecto engloba principalmente o térreo e os andares inferiores, considerados como espaços públicos conectados à cidade", revela o texto.

A edificação se conecta, ainda, a um parque que se prolonga para dentro, no pavimento térreo. O acesso a esse nível e aos inferiores se dá por passarelas que envolvem as árvores num movimento ascendente, criando um conjunto orgânico que mescla natureza e arquitetura. O espaço público previsto nesses andares possibilita a criação de uma grande praça coberta.

Para evitar a aglomeração de pessoas nos diferentes andares, as circulações horizontais e verticais são pensadas como espaços de encontro. Elas se expandem em certos pontos formando praças e terraços, que dão espaço às interações sociais.

As plantas da torre são totalmente adaptáveis. Contando com um sistema estrutural que possibilita a maximização das superfícies de cada nível, deixam os espaços livres para que possam se adaptar ao desenvolvimento dos usos.

Ainda de acordo com texto do memorial, uma reflexão sobre o terreno, forma, espacialidade, materiais e a concepção da fachada foi conduzida para se chegar a um edifício de energia zero. "Sua forma oferece perspectivas extraordinárias sobre a paisagem e otimiza o conforto de utilização de cada um dos programas. Mais do que um simples gesto estético, o desenho expressa uma forte intenção conceitual: a busca pela economia de formas e matérias-primas", diz. 



Publicada originalmente em ARCOweb em 04 de Dezembro de 2017
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