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As obras de Lina e Sejima fazem parte da mostra Quando Vidas se Tornam Forma: Diálogo com o Futuro - Brasil-Japão, que integraram o calendário das comemorações do museu no ano (2008) em que se completou o centenário da imigração japonesa para São Paulo. A exposição reuniu obras de arte, moda, design e arquitetura de 21 artistas brasileiros e japoneses, selecionadas por Yuko Hasegawa, curadora do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio (MOT).
Solicitada pela revista Carta Capital a opinar quais obras da seleção japonesa seriam mais comentadas pelo público brasileiro, a curadora disse que uma das mais interessantes é a maquete do projeto Flower House, do grupo Sanaa, uma residência no formato de flor, com paredes externas envidraçadas e sem divisões interiores. “Sejima propõe uma nova perspectiva para conviver com a natureza”, ela afirmou.
Além das maquetes de Lina e Sejima, na área de arquitetura a exposição exibiu projetos do brasileiro - descendente de orientais - Ruy Ohtake (intervenção em Heliópolis) e do japonês Shigeru Ban, que vem realizando experiências arquitetônicas com materiais alternativos, como tubos de papelão e garrafas PET. Na parte de design, a curadora selecionou, entre outras, peças dos badalados brasileiros irmãos Campana e do japonês Tokujin Yoshioka.
Os Campanas não tinham sido descobertos pela mídia, nem se imaginava que as embalagens PET seriam um sério problema ambiental, quando outra exposição foi noticiada em PROJETO DESIGN. Na edição 79, de setembro de 1985, a seção Jornal Projeto informava que o Centro Cultural São Paulo receberia mostra sobre a arquitetura da imigração japonesa.
A idéia era apresentar a produção arquitetônica dos imigrantes que vieram para o Brasil antes da Segunda Guerra Mundial. Moradias, escolas, kaikans (galpões para reuniões), templos, capelas e cemitérios, entre outros, seriam expostos em fotos e desenhos. A mostra, escreveu Hugo Segawa, dedicava especial atenção ao daiku, arquiteto-carpinteiro responsável pela aplicação da milenar técnica da carpintaria oriental nessas edificações.
Não se sabe se visitantes foram ao Centro Cultural São Paulo motivados pela leitura da nota na revista, uma vez que a exposição terminava no dia 22 de setembro de 2008. E, naquela época, nem sempre a publicação chegava aos assinantes na primeira quinzena do mês.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente na revista PROJETODESIGN
Edição 340 Junho de 2008 |