O isolamento acústico fica em torno de 45 decibéis. “Isso corresponde a uma parede de gesso acartonado com três placas e isolamento com lã de vidro. Das áreas internas não é possível escutar o movimento de carros ou ônibus”, relata a arquiteta. O aproveitamento da luz natural permite que na maioria dos dias do ano as lâmpadas sejam acesas apenas no final da tarde. Mesmo com reduzida incidência solar direta, foram previstas persianas do tipo rolô, que barram o excesso de luz.
Para cumprir a meta de baixo custo de manutenção, a proposta luminotécnica parte de soluções simples e eficientes, como luminárias modulares quadradas e duplo aletadas, que evitam reflexos e ofuscamento. De alto desempenho, o conjunto emprega fluorescentes com reatores eletrônicos nas áreas de trabalho e sensores de acendimento automático em ambientes com menor freqüência de uso, como escadas ou sanitários. “Somente alguns ambientes especiais receberam iluminação mais decorativa”, afirma Vivianne.
Projetado para acomodar 40 funcionários, o edifício, que possui planta em L, divide-se em subsolo, térreo e mais dois pavimentos. O último deles foi reservado para diretoria, salas de reuniões, auditório com 60 lugares e refeitório - este, além de dar suporte a eventos, é utilizado pelos funcionários no dia-a-dia.
Os demais pisos abrigam escritórios panorâmicos, sem nenhuma divisória fixa. Essa organização atende a mais um ponto do programa, que exigia flexibilidade para possibilitar alterações de layout decorrentes dos ajustes de equipe de acordo com o momento do mercado imobiliário. A opção pela laje nervurada combinada ao forro modular dispensa o piso elevado, por criar os vãos por onde correm as instalações. O forro também tem função termoacústica, pois contribui para a absorção sonora e de calor. Para o revestimento dos pisos foi especificado carpete. Diversos itens do mobiliário foram produzidos sob encomenda.
Texto resumido a partir de reportagem
de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 341 Julho de 2008 |