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O acesso ao espaço virtual
está criando a necessidade de locais reais
diferenciados.
Francisco Spadoni foi o responsável pelo projeto
de duas unidades da Internet Livre, salas criadas pelo
SESC paulista para democratizar o acesso à Internet:qualquer
pessoa, de posse de uma senha, pode navegar na rede
mundial de computadores.
O desenho do mobiliário foi usado para expressar
o conceito de ocupação do espaço.
Spadoni desenhou, para as unidades da Internet Livre
em Araraquara e Campinas, no interior de São
Paulo, móveis especiais que transformam
microcomputadores em "objetos estranhos".
As CPUs e os monitores são revestidos,
formando um só corpo. O usuário não
tem contato visual com a máquina: a interface
entre ele e o equipamento se dá somente por meio
da tela e do teclado.
O desenho do mobiliário define também
o uso: de um lado, uma bancada sinuosa é utilizada
para navegação na Internet; do lado oposto,
a bancada regular funciona como estação
de trabalho.
Segundo o autor, "as bancadas de trabalho e navegação
transformam-se nos ícones de demarcação
do espaço".
A coordenação da unidade é realizada
por um profissional - uma espécie de WEB DJ
- que organiza a entrada e a saída dos usuários,
escolhe as músicas e tem acesso a todos os monitores,
escolhendo, entre eles, imagens que são reproduzidas
na tela de plasma, maior e visível em por todos
na sala.
As atividades do projeto Internet Livre, em meados de
maio, começaram em grande estilo: foram inauguradas,
simultaneamente, nove unidades, das quais sete na capital
paulista (seis delas projetadas pelo escritório
de Luiz Bloch e outra elaborada por Marcelo Ferraz)
e as duas de Spadoni, no interior.
O programa pretende atender 165 mil usuários
iniciantes por mês.
Informações:www.sescsp.com.br
Texto resumido a partir de reportagem
de Fernando Serapião
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 256 Junho 2001
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