A arquitetura, no rastro do caráter grandioso do empreendimento, é permeada por grandes cifras e pelas proporções monumentais. Apenas nas bases de concreto que abrigam as torres de sustentação das turbinas, foram consumidas 4,5 mil toneladas de aço.
Agrupados em três conjuntos seqüenciais, os aerogeradores, por sua vez, pontuam a paisagem aberta com suas torres brancas, de cem metros de altura, um desenho que serviu de referência à concepção do centro institucional do complexo.
O edifício, feito com concreto, madeira e vidro, apresenta partido intimista. Embora provido de grandes aberturas e entrada imponente, tem volumetria caracterizada pelo traçado de amplas superfícies cegas. Dispostas em implantação de contorno retangular, elas constituem planos superpostos, por vezes em balanço, devido ao fato de a edificação ter sido posicionada na rara elevação do terreno. O desenho resultante é purista, conciso.
As ranhuras horizontais do concreto aparente contrastam, então, com os painéis verticais de madeira, que conformam o caixilho vazado da fachada principal e revestem externamente o volume sobressalente de uma das laterais.
Destaca-se o enquadramento dos conjuntos de torres e turbinas, que, além de orientar a posição e dimensões das aberturas, motivaram a criação de mirantes em trechos da edificação. Surgiram, desse modo, percursos pontuais na cobertura, uma interessante contraposição com a formalidade da arquitetura.
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