Gabriel Aquino Mendes e Armando Leitão Mendes
Maracanãzinho
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Cúpula melhora conforto ambiental
Concluída em 2007, por ocasião dos Jogos Pan-Americanos, a reforma do Maracanãzinho recompôs áreas internas e revestiu fachadas e coberturas com painéis metálicos. Mas um dos destaques foram as mudanças na cúpula central, com melhorias para o conforto ambiental.

Em mais de cinco décadas desde sua inauguração, em 1954, o ginásio do Maracanãzinho recebeu competições esportivas, grandes artistas brasileiros e internacionais e espetáculos circenses. Com capacidade para 13 mil pessoas, fez história, mas perdeu-se no tempo - e nos últimos anos houve até quem defendesse sua demolição, tal o estado de degradação em que se encontrava.

 
O Maracanãzinho antes da reforma
 
  O Maracanãzinho, cobertura com a nova cúpula
 

Mas o ginásio voltou a brilhar após a reforma feita para o Pan 2007, no Rio de Janeiro. A grande cobertura curva de concreto foi revestida com painéis metálicos brancos. As antigas aberturas na cúpula central, também de concreto, foram resgatadas e ganharam uma segunda cúpula de estrutura metálica, com raio de 12 metros. Estas aberturas foram vedadas externamente por placas de policarbonato alveolar translúcido. Internamente, elas possuem venezianas metálicas que permitem controlar os níveis de luz na platéia, explica o arquiteto Gabriel Aquino Mendes, do escritório ALM Arquitetura, responsável, em parceria com o arquiteto Armando Leitão Mendes, pelo projeto executivo de reforma de todo o complexo do Maracanã.

   
 
 

No total, a cobertura ganhou cerca de 1,3 mil metros quadrados de telhas térmicas com núcleo isolante de poliestireno expandido, produzidas pela Dânica. Elas são zipadas, com elevado nível de estanqueidade, tendo fixações embutidas sem furos nas faces superior e inferior da cobertura. A fachada também foi revestida com painéis metálicos, atirantados à estrutura, formando um círculo perfeito. Segundo o arquiteto, eles permitiram, por sua leveza e rapidez de instalação, corrigir a estrutura original do ginásio, em formato poligonal. Foram utilizados 1,5 mil metros quadrados de painéis, aplicados no sentido vertical na área de circulação externa, avançando em três metros o raio do prédio em toda a sua circunferência de quase 350 metros.

A obra acrescentou ao ginásio duas rampas externas helicoidais, com estrutura mista, cobertas com lonas tensionadas apoiadas em estruturas metálicas invertidas. Apenas sua estrutura de concreto e o centro da quadra foram mantidos inalterados em sua recuperação. No mais, tudo foi revisto. As obras civis estiveram a cargo do consórcio Odebrecht, Andrade Gutierrez e OAS e as estruturas metálicas foram realizadas pela Equipasul.

Texto resumido a partir de reportagem
Publicada originalmente em FINESTRA
Edição 53 Junho de 2008

   
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